Jogadores de todo o mundo aumentam seu valor de mercado ao serem convocados e, em caso de título, valor tende a subir ainda mais
Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
O sonho de qualquer jogador de futebol é o de disputar uma Copa do Mundo representando o seu país. De acordo com os dados da plataforma Transfermarkt, vários jogadores brasileiros se valorizaram apenas com a convocação. Os casos mais surpreendentes são do atacantes Rayan, ex-Vasco da Gama, e atualmente no Bournemouth, da Inglaterra, que possuía o valor de 40 milhões de euros (R$ 236 milhões) e agora está valendo 60 milhões de euros (R$ 354 milhões), e do centroavante Igor Thiago, que com seus gols no Brentford, passou a valer 65 milhões de euros (R$ 383,5 milhões), tendo uma valorização de 15 milhões de euros (R$ 88,5 milhões).
Na mesma linha, o atacante Endrick, após recuperar a sua confiança e as boas atuações, também se valorizou. O grande futebol apresentado nos meses que esteve emprestado ao Lyon, da França, e a convocação para a Copa do Mundo, renderam ao jogador uma valorização de 5 milhões de euros, chegando ao valor de 40 milhões de euros (R$ 236 milhões).
Quando colocamos na balança o peso de grandes atuações durante o Mundial e uma eventual conquista de título, os números seguem a mesma direção e continuam em constante evolução.
“A convocação para uma Copa do Mundo muda o patamar de qualquer atleta, transformando-o em um ativo global de altíssima visibilidade. O torneio é a maior vitrine do futebol. Portanto, uma performance sólida ou a conquista do título gera um impacto imediato, inflacionando suas cifras de forma exponencial”, declara Cláudio Fiorito, CEO da P&P Sport Management, empresa que administra a carreira de mais de 150 jogadores ao redor do mundo, entre eles o zagueiro Vitor Reis, do Manchester City, e do centroavante belga Romelu Lukaku, do Napoli.
Em 2022, os argentinos, campeões da Copa do Mundo daquele ano, passaram por uma grande valorização após levantarem o caneco. O volante Enzo Fernandez, que atuava pelo Benfica, de Portugal, e era avaliado em 35 milhões de euros (R$ 195,5 milhões de acordo com a cotação da época) se valorizou com a conquista e passou a valer 55 milhões de euros (R$ 304 milhões, segundo a cotação da época), se transferindo na sequência para o Chelsea, da Inglaterra.
Além dele, o jovem atacante Julian Alvarez é outro exemplo parecido. Ele chegou ao Mundial valendo 32 milhões de euros (R$ 176 milhões, de acordo com a cotação da época) e após quatro gols, sendo dois na semifinal contra a Croácia e o do título na bagagem, passou a valer 50 milhões de euros (R$ 276,4 milhões segundo cotação da época).
A valorização, no entanto, não se restringe apenas ao valor de mercado estipulado por plataformas ou transferências entre clubes, ela também reverbera diretamente no mercado publicitário. Os atletas ganham o rótulo de 'jogador de Copa do Mundo', aumentando os valores de contratos de patrocínio e engajamento digital.
Em contrapartida, jogadores mais veteranos, que normalmente estão em sua última Copa do Mundo, casos de Lionel Messi, Neymar Jr. e Cristiano Ronaldo, tendem a se desvalorizar, devido às suas idades avançadas, e cedem espaço para o surgimento de jovens talentos que serão os novos rostos das marcas globais, casos de Lamine Yamal, da Espanha, Haaland, da Noruega, e Olise, da França.
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