segunda-feira, 10 de agosto de 2026

'Efeito Igor Thiago': Como sucesso do atacante abre portas para novas joias do futebol brasileiro na Premier League


Vice-artilheiro do campeonato inglês vira referência para jovens talentos do mercado nacional


                                          

                       

                                                                                                                                                                                                        Créditos: Reprodução/X Brentford FC


A ascensão de Igor Thiago tem sido meteórica. Em sua última temporada na Premier League, o jogador brigou até as últimas rodadas pela artilharia do torneio com Erling Haaland, conseguiu colocar o Brentford na nona posição do campeonato e ainda conquistou seu espaço na Seleção Brasileira e acabou convocado para a Copa do Mundo. Esses feitos o colocam em destaque e o fazem virar uma grande referência para jovens talentos que sonham em um dia chegar à liga mais competitiva e popular do mundo.


O centroavante brasileiro, que saiu do Cruzeiro ainda muito novo, tem evoluído a cada ano e sua “fome de gols” segue em alta. Antes de chamar a atenção e aparecer para o mundo com os 25 gols na Inglaterra e a vice-artilharia da Premier League (com 22), Igor Thiago vinha deixando sua marca por outros países da Europa. Primeiro, no Ludogorets, da Bulgária, onde anotou 21 tentos e depois no Club Brugge, da Bélgica, ao balançar às redes em 29 oportunidades. Números de uma única temporada em cada equipe.


Segundo o Transfermarkt, um dos portais com o maior banco de dados de futebol do mundo, 31 brasileiros atualmente jogam pela Premier League. Jogadores espalhados pelos mais diversos clubes e advindos de todas as partes do Brasil. Nos últimos anos, os ingleses têm olhado de forma diferente para o mercado e para os atletas brasileiros. Igor Thiago está inserido nesse contexto, onde aproveitou as oportunidades no mercado alternativo europeu, se destacou e atraiu interesse de países do primeiro escalão do futebol no continente.


Outro fator que pesa para a ascensão do jogador do Brentford e de novos nomes como o de Rayan, no Bournemouth, é o porte físico. Por muito tempo, a “Terra da Rainha” preteriu as joias brasileiras por ser um futebol mais físico e dinâmico. Hoje, seja pelo talento somado ao biotipo do jogador ou pela experiência adquirida em ligas de transição no futebol europeu, os brasileiros têm chegado mais prontos à Inglaterra e conquistado seu espaço rapidamente.


“A Premier League é o campeonato mais difícil do mundo, e mostrar que é possível chegar aqui, competir em alto nível e abrir portas para os nossos jovens talentos é algo que me realiza tanto quanto os gols. O futebol brasileiro é uma fonte inesgotável de craques, e fico na torcida para que cada vez mais os nossos jogadores conquistem esse espaço”, garante Igor Thiago, atacante do Brentford.


Um dia, o atacante já esteve do outro lado. Enquanto ainda buscava seu espaço no futebol, via de longe, jovens brasileiros chegarem à Premier League e aos poucos ganharem notoriedade até alcançarem patamares maiores em equipes de renome. Alguns exemplos de atacantes que seguiram por esse caminho são Richarlison, que se transferiu para o Watford, em 2017, passou pelo Everton e chegou ao Tottenham, onde atua até hoje, e João Pedro que também saiu do Brasil para o Watford, em 2020, e suas boas atuações o levaram para o Brighton e na sequência para o Chelsea, reforço do clube para o Mundial de Clubes de 2025.

Essa mudança de percepção dos ingleses também se reflete nas cifras do mercado. Igor Thiago foi contratado pelo Brentford junto ao Club Brugge por 37 milhões de euros (aproximadamente R$ 200 milhões na cotação da época), tornando-se a contratação mais cara da história do clube inglês até então. Esse investimento recorde em um centroavante brasileiro que optou por um caminho alternativo valida a estratégia de ligas de transição e mostra que os clubes da Premier League estão cada vez mais dispostos a investir pesado em atletas com esse perfil.


domingo, 9 de agosto de 2026

Casa Rede Ronaldo encerra Copa do Mundo com mais de 110 mil visitantes em Miami

Produção de conteúdo nas redes sociais ultrapassou a marca de 1 bilhão de alcance


Durante os 39 dias da Copa do Mundo da FIFA nos Estados Unidos, a Rede Ronaldo ocupou o bairro de Wynwood, em Miami, com um espaço dedicado a torcedores e apaixonados por futebol. De 11 de junho a 19 de julho, das 13h às 22h, o local reuniu diariamente nomes do esporte, da moda, da música e da produção de conteúdo digital.Ao longo do período, a Casa Rede Ronaldo recebeu mais de 110 mil visitantes presenciais e, nas redes sociais, ultrapassou a marca de 1.2 bilhão de pessoas alcançadas. Somando o conteúdo produzido dentro do espaço por convidados, influenciadores e parceiros, estima-se que o impacto total tenha chegado a 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo.


"Nunca vi nada igual: o mundo inteiro reunido em um único lugar. A nossa casa virou a casa de todos os países", afirma Douglas Buiu, CEO da Rede Ronaldo.


Para Ronald Nazário, presidente da Rede Ronaldo e filho de Ronaldo Fenômeno, o projeto é também uma homenagem: "Meu pai é o mundo, então o mundo foi muito bem recebido aqui."


Durante toda a Copa, a programação da Casa incluiu a transmissão dos jogos em telões de última geração; shows de artistas brasileiros e internacionais; exposições de arte e ativações culturais;ativações de marcas e uma mostra especial contando a história de Ronaldo Fenômeno - com troféus, medalhas, camisas icônicas e a Bola de Ouro conquistados ao longo de sua carreira.


Com a Copa do Mundo chegando ao fim nesta data, a Rede Ronaldo encerra o projeto reforçando sua presença como ponto de encontro de torcedores e criadores de conteúdo durante o Mundial.


Patrocinadora master do projeto, a bra.bet.br deu nome a um espaço exclusivo dentro da Casa Rede Ronaldo, voltado para receber convidados, influenciadores e torcedores. A marca também promoveu ações promocionais e competições com distribuição de prêmios, integradas à programação oficial do espaço, e a produção de conteúdo diretamente de Miami.


Além da bra.bet.br, a Casa Rede Ronaldo contou com o apoio de marcas como Recoma, Dom Tapparo, Cabare, VB Tecnologia, Florida Rental Car, Agência EA, Panini, Miami Dolphins, Fogo de Chão, Crowdshow, Espn, Disney+ e várias outras.

sábado, 8 de agosto de 2026

Como fica a mente de um atleta após a frustração de perder uma Copa do Mundo?

 Psicóloga explica que momentos de decepção podem trazer sequelas se não tratados da maneira correta


                  

Créditos: Odd Andersen / AFP


Derrotada na grande decisão da Copa do Mundo diante da Espanha, a Argentina tenta se reerguer após ter o sonho do bicampeonato mundial consecutivo interrompido. E agora, como ficam as mentes de Lionel Messi e dos companheiros após  essa frustração? A psicóloga esportiva do Inter de Minas, Priscila Mendes,  explica o que se passa na cabeça do ser humano após momentos como esse e revela quais cuidados se deve ter para evitar sequelas a longo prazo.


Passar por grandes decepções como essa marcam negativamente a carreira de qualquer jogador. Enquanto o brasileiro Bruno Guimarães, que desperdiçou um pênalti no revés contra a Noruega, definiu o confronto como a “pior dor de toda a sua vida”, o argentino Messi, em sua última Copa do Mundo, garante que perder a decisão é “uma ferida que vai demorar para cicatrizar”.


É fato que grande parte do grupo albiceleste esteve presente na conquista do Mundial de 2022 no Catar. No entanto, nove desses jogadores sonhavam em levantar pela primeira vez a tão sonhada taça de campeão de uma Copa do Mundo, entre eles o palmeirense Flaco Lopez. Para os brasileiros o incômodo é ainda maior: já são 24 anos sem conquista e, até à Copa de 2030, nada vai mudar.


“A frustração é uma resposta emocional natural que surge quando o caminho de um indivíduo em direção a um objetivo é bloqueado ou interrompido. No contexto esportivo de alto rendimento, essa emoção pode desencadear o que chamamos na psicologia de cadeia emocional negativa. Nesses casos, a frustração é profunda porque o objetivo não foi apenas adiado, ele foi completamente retirado das mãos do atleta no momento de maior proximidade. A dor emocional é agravada pela exposição pública: o atleta não sofre apenas a sua dor pessoal, mas lida com o escrutínio da mídia, das redes sociais e a sensação de ter ‘decepcionado’ familiares e torcedores”, analisa Priscila Mendes, psicóloga esportiva do Inter de Minas, clube que é parceiro oficial do Flamengo na formação atletas em Minas Gerais.


Com o fim do Mundial, o calendário do futebol retorna a sua programação normal. Enquanto no Brasil temos a retomada dos campeonatos que estão em andamento, na Europa, os clubes iniciam uma nova temporada. E o maior desafio para esses jogadores que saíram derrotados, e principalmente para os seus clubes, é o de saber como eles irão reagir a essa frustração na sequência do ano.


“O impacto de uma frustração severa no seguimento da carreira pode ser devastador se não houver um trabalho de ressignificação. Quando o atleta entra em um estado de desesperança, ele perde a motivação intrínseca, que é o combustível para suportar a rotina exaustiva de treinos, viagens e concentrações. Muitos jogadores, após um grande trauma esportivo, desenvolvem a ‘síndrome de burnout esportivo’ ou passam a atuar no modo de sobrevivência, jogando muito abaixo do seu potencial. Eles criam mecanismos de defesa inconscientes, evitando se entregar 100% aos novos projetos pelo medo paralisante de sofrer uma nova decepção daquela magnitude. A carreira pode entrar em um declínio técnico e físico, marcado por lesões recorrentes (muitas vezes de fundo psicossomático), trocas constantes de clubes e dificuldade de adaptação. A frustração crônica corrói a resiliência, fazendo com que o atleta desista diante de obstáculos menores que, no passado, ele superaria com facilidade”, garante a psicóloga.

O retorno de um atleta após uma derrota dolorosa como o vice-campeonato de uma Copa do Mundo ou de uma eliminação inesperada mexe profundamente com um vestiário de futebol. Por mais que o elenco tente manter a normalidade, o peso da frustração e do luto desportivo do companheiro cria um ambiente delicado. 

Superar esse problema e retomar o mais alto nível de confiança não é fácil. No entanto, existem alguns fatores que podem contribuir na retomada desse estado de espírito. A psicóloga do Inter de Minas Priscila Mendes dá algumas dicas a esses atletas de como vencer essa frustração:


  • Acolhimento e validação: O primeiro passo não é forçar o otimismo, mas validar a dor. O atleta precisa de um espaço seguro (longe das redes sociais e da imprensa) para expressar sua tristeza, raiva e decepção sem julgamentos.

  • Distanciamento estratégico: Imediatamente após o trauma, é vital que o atleta dê um passo atrás. Uma pausa para estar com a família, reconectar-se com sua rede de apoio primária e afastar-se do ambiente do futebol ajuda a quebrar a cadeia emocional negativa.


  • Ressignificação: Com o tempo, é importante que o atleta olhe para a situação não como o fim da linha, mas como parte de sua narrativa de vida. É preciso separar a identidade do indivíduo da sua performance ou status no futebol. Ele é mais do que um “jogador de Copa do Mundo”.


  • Redefinição de metas (curto prazo): Não deve-se focar no próximo ciclo de quatro anos imediatamente. E sim estabelecer metas pequenas, diárias e alcançáveis no retorno ao clube. O foco volta para o processo: fazer um bom treino hoje, recuperar a alegria de tocar na bola e ajudar um companheiro mais jovem.


  • Acompanhamento contínuo: A saúde mental deve ser tratada como a saúde física. O acompanhamento psicológico não deve ocorrer apenas na crise, mas fazer parte da rotina de manutenção do bem-estar do atleta, fornecendo ferramentas para lidar com a pressão, as críticas e as expectativas futuras. 






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