quarta-feira, 22 de julho de 2026

A nova onda das SAFs: por que os clubes brasileiros estão mais cautelosos?

 

Desespero financeiro e melhor infraestrutura não são mais os grandes atrativos para a formação dessa geração dos clubes-empresa

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                                                                                                                                                                          Créditos: Ale Vianna/C.A. Juventus
A gestão das SAFs no futebol brasileiro tem se tornado um cenário cada vez mais comum. Após as primeiras levas dos clubes-empresa, está surgindo uma nova onda, com objetivos diferentes das anteriores. O desespero financeiro já não é mais o único foco dessa procura, fato que deixa as equipes mais cautelosas para concretizar essa transformação.


Agora, os novos negócios já nascem sob a Nova Lei das SAFs e as novas regras de Fair Play Financeiro da CBF. A busca pelo formato clube-empresa nessa nova onda almeja ter maior transparência contábil, teto de gastos, além de contratos que prevejam a obrigatoriedade de conselheiros independentes. 


Rivais em Campinas, Guarani e Ponte Preta são possíveis clubes a aderirem a essa nova onda das SAFs. Em teoria, a situação do Bugre está mais avançada. Conselheiros alviverdes já aprovaram a mudança no estatuto do clube. Roberto Graziano, dono do Grupo Magnum, é um dos interessados. O que tem travado a mudança é a disputa judicial por conta das eleições da diretoria, em que a Justiça tem exigido a anulação do pleito e a convocação de novas eleições devido a irregularidades nas chapas. Recentemente, o presidente do Guarani, Rômulo Amaro, garantiu que o processo continua em andamento, mas que exige muita cautela.


Já a Macaca, apesar de ter aprovado o início do processo para virar SAF no papel, ainda não tem um nome certo para adquirir parte da equipe alvinegra.


Nessa nova onda, mas em um processo muito a frente da dupla campineira e já em fase de execução, a SAF Juventus, firmada em outubro do ano passado em uma operação de R$ 480 milhões (ao longo de 10 anos) por 90% do futebol do clube, já começa a colher os frutos. O título da série A2 do Campeonato Paulista é a prova disso. O Moleque Travesso sonha alto e, além de ter um calendário recorrente conquistando uma vaga na série D do Campeonato Brasileiro, planeja a revitalização do estádio, a futura Arena Javari, para a disputa do Campeonato Paulista do ano que vem.


As mudanças com a transformação em um clube-empresa, nos dias de hoje, vão muito além de saciar e reduzir as dívidas e da modernização da infraestrutura: tem principalmente o intuito de aproveitarem as novas regras tributárias que entram em vigor a partir de janeiro de 2027. Com isso, os impostos que os clubes pagam podem saltar para cerca de 16% de tudo que se arrecada. Caso virem SAF, esse imposto cai para 5%. Uma estratégia jurídica fundamental para blindar as receitas e pagar menos impostos, mesmo que, por enquanto, a gestão continue sendo interna.

"O modelo associativo tradicional está com os dias contados a partir de 2027 devido ao aumento de custos em comparação ao formato empresarial. Se as primeiras ondas de SAFs foram motivadas pelo sufoco financeiro, busca por investidores e melhora em campo, o próximo movimento será impulsionado pela sobrevivência tributária. A Reforma Tributária vai desencadear uma nova onda de migrações focada estritamente na eficiência fiscal", destaca o advogado especialista em direito desportivo, Cristiano Caús, sócio do CCLA Advogados, escritório que atuou no processo de clubes se tornarem SAFs no país e SADs fora do Brasil.

A nível de comparação, a primeira leva das SAF’s, considerada por muitos a fase do desespero financeiro, tinha como objetivo principal saciar as dívidas bilionárias, afastando qualquer possibilidade, mínima que fosse, de fechar as portas. O pontapé inicial foi dado por Ronaldo, que comprou 90% das ações da SAF do Cruzeiro. Entretanto, pouco tempo depois acabou vendendo o clube para Pedro Lourenço, dono dos Supermercados BH, por R$ 600 milhões. 


Na sequência, o Botafogo também foi adquirido pelo americano John Textor por R$ 400 milhões por meio da sua holding multiclubes, posteriormente chamada de Eagle Football Holdings. Após diversos imbróglios e inúmeros transferbans, que geraram a perda do controle do conglomerado Eagle Football para administradores judiciais, Textor foi oficialmente destituído do comando do Alvinegro e permanece afastado das funções administrativas na SAF do Botafogo. Neste ano, o clube vendeu as ações de sua SAF para o grupo norte-americano GDA Luma por R$ 525 milhões. Apesar da assinatura com a nova gestora, John Textor contesta a operação. O empresário alega que ainda é o dono oficial das ações e cita processos judiciais em andamento no exterior para travar a transferência de controle. 


No Vasco da Gama, a empresa norte-americana 777 Partners comprou 70% das ações da SAF cruzmaltina por aproximadamente R$ 700 milhões. Diante de uma administração e investimentos que geraram questionamentos, o contrato entre Vasco da Gama e 777 Partners foi suspenso em 2024, deixando o clube associativo responsável pela gestão. A pedido da empresa, o presidente do Gigante da Colina, Pedrinho, foi recentemente afastado do comando. Agora, o clube está em negociações para revender 90% das ações da SAF para o empresário Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, por valor superior a R$ 2 bilhões.


Tal urgência por investimentos para  salvar os clubes fez com que muitos contratos deixassem inúmeras brechas regulatórias, que não blindaram contra colapsos dos próprios investidores, e agora alguns clubes colhem negativamente os frutos disso.

No movimento seguinte, o processo para equipes como Bahia e Atlético-MG se tornarem SAFs pareceu contar com um caráter mais profissional do que o anterior. Foram negociações mais longas e complexas, com contratos mais amarrados. Demorou mais de um ano até a compra do Tricolor se concretizar pelo Grupo City, por conta de auditorias, exigências contratuais e aprovações rígidas dos conselhos. O aporte em questão foi de R$ 1 bilhão por 90% da equipe baiana. Enquanto o Galo vendeu 75% das ações da sua SAF para a Galo Holding, grupo de investidores e empresários locais que já eram mecenas históricos do clube, no valor de R$ 913 milhões.

Esta nova onda das SAFs consolida uma nova era de maturidade jurídica, exigência técnica e sobrevivência institucional no futebol brasileiro. Ao rejeitarem a venda integral e imediata do controle, os clubes passam a blindar sua identidade por meio de modelos híbridos ou minoritários. Assim, a busca por parceiros estratégicos e fundos de investimento substitui a figura de um único “dono”, garantindo a injeção de capital necessária sem que a associação precise abrir mão do comando do futebol. 


terça-feira, 21 de julho de 2026

Coca-Cola FEMSA Brasil patrocina equipe feminina do Itabirito Futebol Clube


Marca do isotônico Powerade será estampada na camisa do clube

A partir deste mês, a Coca-Cola FEMSA Brasil se torna patrocinadora da equipe feminina do Itabirito Futebol Clube, também conhecida como “Gatas do Mato”. A parceria será realizada por meio da marca do isotônico Powerade e reforça a conexão da companhia com o município onde está localizada uma de suas principais fábricas no país.

A marca –que tem como pilar principal o futebol e é reconhecida por participar de grandes campeonatos, incluindo as pausas de hidratação da Copa do Mundo e da Conmebol– será estampada na parte traseira das camisas do time. A estreia do novo uniforme ocorrerá, no dia 21 de julho, às 19h30, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), na partida contra o Bahia pelas oitavas de final da Copa do Brasil Feminina.

O gerente de Marketing da Coca-Cola FEMSA Brasil, Danilo Biancalana, explica que Powerade é uma marca que se associa à busca constante por evolução. “Com o patrocínio, reforçamos a conexão da marca com o esporte por meio de iniciativas alinhadas ao propósito da marca, valorizando atributos como performance, dedicação e superação. Estar presente no futebol também fortalece nossa conexão com consumidores que se identificam com esses valores”, destaca Biancalana. 

A parceria acompanha o momento de crescimento do futebol feminino no Brasil e o desempenho da equipe itabiritense na temporada. Segundo Breno Mendes, gerente executivo de Futebol Feminino do Itabirito Futebol Clube, a nova parceria fortalece a trajetória de expansão da modalidade. “Avalio esse patrocínio de forma muito positiva. O Itabirito é hoje um dos clubes que mais cresce no interior do Brasil e, para continuar avançando, é fundamental contar com marcas vencedoras ao nosso lado. Powerade chega para somar a esse projeto e esperamos fortalecer cada vez mais essa parceria”, destaca.

Ele afirma que o investimento no futebol feminino acompanha uma tendência mundial e abre novas possibilidades de visibilidade e negócios. “Essa é a modalidade esportiva que mais cresce no mundo. Investir nessa categoria é construir identidade com um universo repleto de oportunidades comerciais e de exposição. Vivemos um momento histórico: estamos classificados para a segunda fase do Campeonato Brasileiro Feminino A2, a um passo da elite nacional, e também figuramos entre as 16 melhores equipes da Copa do Brasil. É uma temporada muito especial para o clube, e estamos felizes em contar com a marca Powerade estampada em nossos uniformes”, explica.
 

Sobre a Coca-Cola FEMSA Brasil
Operação da Coca-Cola FEMSA no Brasil, a companhia iniciou suas atividades em 2003 e é a fabricante do Sistema Coca-Cola com maior volume de vendas no país. Possui mais de 25 mil colaboradores e está presente em oito estados (Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) com 11 fábricas e 47 centros de distribuição. Com um portfólio multicategoria de mais de 130 marcas, a companhia atende a mais de 480 mil clientes, alcançando cerca de 95 milhões de consumidores.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Pagsmile anuncia Caio Sabino como novo Diretor de Compliance


Com experiência internacional em compliance e prevenção a crimes financeiros, executivo chega para fortalecer a estrutura de governança da companhia 

A Pagsmile, fintech especializada em soluções de pagamentos para mercados emergentes, anuncia a chegada de Caio Sabino como seu novo Diretor de Compliance. O executivo passa a liderar as iniciativas de governança corporativa, gestão de riscos, conformidade regulatória e prevenção a crimes financeiros da companhia.
Com sólida trajetória nas áreas de Compliance, Gestão de Riscos, Controles Internos, Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (PLD/FT) e Privacidade de Dados, Sabino acumula experiência em consultorias Big Four, companhias de capital aberto, instituições financeiras e gestoras independentes de investimentos.
Ao longo de sua carreira, liderou projetos voltados à governança, conformidade regulatória e mitigação de riscos em diferentes mercados, incluindo Brasil, Estados Unidos, América Latina, União Europeia e Ilhas Cayman. O executivo também possui expertise em crimes financeiros, sanções internacionais e regulamentação do setor financeiro, além de atuação nos segmentos de Private Equity, Venture Capital, Crédito, Fundos de Investimento, Fusões e Aquisições (M&A) e Ofertas Públicas Iniciais (IPOs).
Graduado em Economia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e com MBA em Finanças pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Caio chega à Pagsmile para fortalecer ainda mais a estrutura de compliance da empresa em um momento de expansão dos negócios e crescente complexidade regulatória do mercado de pagamentos.
"A Pagsmile tem uma atuação global e um papel estratégico no ecossistema de pagamentos digitais. Chego com o compromisso de fortalecer a governança, aprimorar processos e garantir que a empresa continue crescendo com segurança, transparência e excelência regulatória”, comenta Caio.
 

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