quarta-feira, 15 de julho de 2026

Ainda sem anúncio, Vasco recebe enxoval de uniformes com patrocínio da Sportingbet

 Vasco e SportingBet ainda não oficializaram o patrocínio máster, mas a casa de aposta começa, aos poucos, a estar presente no dia a dia. O clube recebeu um primeiro enxoval de uniformes com a marca da companhia, que estampará a parte principal da camisa do time até o final de 2027.


A casa de apostas vai patrocinar as categorias masculina, feminina e os times de base. Nos últimos dias, alguns departamentos do futebol fizeram um media day (fotos posadas e vídeos curtos para redes sociais) com as camisas tendo a estampa da marca no retorno das atividades após a Copa do Mundo. O intuito foi acelerar processos, já que o acordo está bem adiantado.

O uniforme não terá nenhuma diferença em termos estéticos. Como parte do acordo, todos os vídeos e divulgações do Vasco em mídias e redes sociais terão que apresentar a logomarca da empresa. Por isso, atletas de várias categorias vão participar desse processo.



Os departamentos que já estão com as novas peças aguardam o anúncio para poderem utiliza-las - até lá, o Vasco seguem usando camisas "lisas" em suas atividades, como foi no treino desta terça-feira, que não tinha nenhum patrocinador. Os registros dos atletas também não poderão ser divulgados pelo clube.

A saída do presidente Pedrinho do comando da SAF atrasou a oficialização do acordo, mas a tendência é que as partes anunciem a parceria ainda esse mês. O ex-meia voltou ao comando do futebol na última sexta-feira e a vida política do clube vai, aos poucos, se estabilizando.

O Vasco está sem patrocinador máster desde o fim do ano passado com a saída da Betfair. Em maio, o clube chegou a ficar perto de um acordo com a própria SportingBet, mas as conversas recuaram por divergências nos valores. Semanas depois, as partes se entenderam.

Fonte: ge

terça-feira, 14 de julho de 2026

Clube catarinense contrata jogador avaliado por IA

Bruno Vicente, atleta nascido em 2012, lidera ranking brasileiro da categoria masculina e ocupa o 3º lugar mundial



Foto: Divulgação/Nação Araquari

A tecnologia segue abrindo caminhos concretos para jovens talentos no futebol brasileiro. O mais novo exemplo é o de Bruno Vicente, atleta nascido em 2012 e recém-contratado pelo Nação Araquari, de Santa Catarina, após se destacar nos rankings globais do aplicativo CUJU, plataforma de inteligência artificial voltada ao desenvolvimento e análise de jogadores.

Com passagem pelo Joinville, Bruno chamou a atenção do Nação diretamente pelos números registrados no aplicativo (disponível para iOS e Android). O jovem atleta atualmente lidera o ranking brasileiro da categoria masculina 2012 no CUJU e ocupa a terceira colocação mundial entre jogadores da mesma faixa etária. Além disso, também aparece como líder da categoria 2012 no exercício “Bola na Parede”, um dos desafios técnicos da plataforma.

Os rankings do aplicativo são construídos a partir de avaliações realizadas por inteligência artificial, que analisa desempenho técnico e físico dos atletas em exercícios padronizados. A metodologia permite comparar jogadores de diferentes regiões utilizando os mesmos critérios.

Nas imagens divulgadas pela plataforma, Bruno aparece com 2.742 pontos no ranking brasileiro da categoria masculina 2012, e no ranking mundial da mesma categoria aparece em terceiro. Já no exercício “Bola na Parede”, o jogador também é o líder entre os nascidos em 2012, consolidando sua posição entre os principais talentos da geração dentro do aplicativo.

“Fiquei sabendo sobre o aplicativo CUJU pelo Instagram. Assim que completei meus 13 anos fiz minha conta e iniciei os testes. Acredito que os exercícios propostos me ajudam a aprimorar meus movimentos técnicos, me dando mais segurança em campo e melhorando minha performance”, afirma Bruno Vicente. “Fazendo os exercícios regularmente, consegui uma forma de me avaliar de maneira objetiva e estabelecer metas. Isso foi fundamental para me motivar ainda mais na busca da evolução no esporte”, completa. 

O jovem também celebrou a chegada ao novo clube e agradeceu o suporte recebido durante a trajetória. “Fazer parte da categoria de base de um clube formador da CBF como o Nação é muito gratificante. O aplicativo CUJU foi fundamental para que eu conseguisse aprimorar meu futebol e alcançar meus objetivos”, concluiu o atleta.

“Casos como o do Bruno mostram exatamente o propósito do CUJU: transformar desempenho em oportunidade real. Hoje, um atleta pode ser observado e avaliado pelos números, independentemente de onde esteja. O talento deixa de depender apenas da visibilidade tradicional”, afirma Vinícius Las Casas, gestor de marketing do CUJU no Brasil.

A contratação reforça também o avanço do uso de tecnologia e inteligência artificial nos processos de observação e captação de jovens atletas no futebol brasileiro. Nos últimos anos, o CUJU vem acumulando histórias de jogadores que conquistaram espaço em clubes profissionais a partir do desempenho registrado na plataforma.


segunda-feira, 13 de julho de 2026

Copa do Mundo ‘inflada’ reduz competitividade e eleva quantidade de goleadas

 

Aumento no número de seleções participantes mudou qualidade dos enfrentamentos e ampliou placares elásticos

                                                                   
                                                                   

                                   Créditos: Getty Images



O Mundial de 2026, sediado nos Estados Unidos, Canadá e México, tem chamado a atenção do público em geral pela grande quantidade de goleadas realizadas até aqui. Denominada a maior Copa do Mundo de todos os tempos por conta do aumento do número de seleções, a competição, apesar de ser um grande passatempo, tem evidenciado a disparidade entre as seleções nos enfrentamentos. Seria essa situação um reflexo da falta de um filtro mais rigoroso e da abundância de vagas disponíveis?

O motivo desse aumento, no discurso da Fifa, é de maior enfoque na inclusão global e na democratização do esporte, porém, é inevitável não citar a expansão do potencial financeiro que 48 seleções têm em comparação aos tradicionais 32 participantes. Quem tem se aproveitado da queda de qualidade dos adversários  são  os grandes atacantes do futebol mundial: Lionel Messi e Haaland, com 7 gols em quatro partidas, Mbappé, com 7 gols em cinco partidas, Harry Kane, com 6 gols em cinco duelos, além de Dembélé e Vinícius Júnior, com 4 gols em 5 partidas e Oyarzabal com 4 tentos, em 4 jogos, encabeçam a lista.

Tal pontaria dos artilheiros tem rendido um elevado número de goleadas no torneio. Se contarmos como goleadas as vitórias por mais de três gols de diferença, foram 19 na primeira fase  em um total de 72 jogos, sendo onze delas sofridas por seleções pouco tradicionais - com no máximo quatro participações em Copas do Mundo. A nível de comparação, no Mundial de 2022, houve apenas 9 goleadas em 64 partidas, já neste ano, nesse mesmo recorte de 64 confrontos, foram 18 placares elásticos.

“Sob a ótica do entretenimento e da inclusão global, o novo formato do Mundial é excelente. Celebrar novas culturas no futebol é vital. Contudo, do ponto de vista puramente técnico, essa expansão inevitavelmente dilui o nível competitivo inicial. A disparidade técnica entre seleções tradicionais e estreantes gera confrontos desequilibrados e placares elásticos. O grande desafio do mercado hoje é expandir o alcance global sem comprometer a alta performance do espetáculo”, garante Alexandre Frota, CEO da FutPro Expo, evento atual que reúne os principais gestores do futebol brasileiro.

O número de gols também chega a impressionar, na primeira fase toda foram 215 tentos em 72 duelos disputados. Em todo o último mundial (64 jogos), as seleções balançaram as redes 172 vezes. Em 2026, com o mesmo número de partidas, foram 181 gols, maior marca da história das Copas. Em relação à média de gols, a 23ª Copa da história contou na primeira fase com uma média de 2,98 gols por jogo. Um número que chega a impressionar nos dias de hoje, porém bem abaixo se compararmos a média de tentos da Copa de 1954 - até hoje a maior de todos os tempos, com 5,38 gols por partida.

A edição do Mundial com mais países na história conta com muitas seleções de pouca tradição, como Catar, Haiti, Bósnia, Congo, Panamá e Iraque, com duas participações no torneio cada um. E outras até estreantes, casos de Curaçao, Cabo Verde, Jordânia e Uzbequistão. Apesar de uma queda técnica principalmente na fase inicial, onde todos os participantes estão presentes, a inclusão dessas equipes aliado às novas formas de captação de recursos durante a competição deixaria os jogadores mais valorizados e a Copa do Mundo ainda mais atrativa e forte comercialmente.

"O futebol contemporâneo consolidou-se como uma indústria complexa, onde o desempenho em campo está diretamente conectado à gestão de ativos e ao valor de marca. Diante de um mercado globalizado que movimenta bilhões, a expansão da Copa do Mundo era um movimento natural e previsível de escala. Essa transição para um formato com mais seleções não apenas maximiza as receitas de patrocínio e direitos de transmissão, mas também abre novas fronteiras comerciais e de exposição para os atletas, potencializando o esporte tanto como entretenimento quanto como uma plataforma de negócios altamente rentável", declara Cláudio Fiorito, CEO da P&P Sport Management, empresa que administra a carreira de mais de 150 jogadores ao redor do mundo, entre eles o zagueiro Vitor Reis, do Manchester City, e do centroavante belga Romelu Lukaku, do Napoli.  

Se para o telespectador as goleadas são vistas de maneira positiva para o espetáculo, quando o assunto são os usuários das bets, as opiniões são mais divididas. Para os apostadores da 1PRA1, o foco tem sido a busca por jogos mais parelhos. Prova disso são os 5 jogos da primeira fase do torneio que mais geraram apostas na plataforma: Brasil x Marrocos, Brasil x Escócia, Holanda x Japão, França x Senegal e Portugal x Colômbia.

Em contrapartida, na Brazino777 os apostadores, em sua maioria, preferiram correr menos riscos e focar em confrontos que contavam com amplos favoritos. As partidas mais apostadas no site na primeira fase foram: Argentina x Argélia, Colômbia x República Democrática do Congo, Escócia x Brasil, Jordânia x Argentina e Uzbequistão x Colômbia.

A Copa do Mundo de 2026 “inflada” com 48 seleções é inédita. Entretanto, ao longo de quase um século, a quantidade de participantes do Mundial já passou por diversas mudanças. Em 1930, a primeira Copa da história contou com apenas 13 seleções, assim como o Mundial de 1950. Em 1938, este número aumentou para 15 seleções. E para 16, nas Copas de 1934, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1974 e 1978. De 1982 a 1994 disputaram o torneio 24 agremiações. Número que foi aumentado na sequência para 32 nos Mundiais de 1998 a 2022.

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