quinta-feira, 23 de julho de 2026

#TBT Lateral do Leverkusen, Arthur relembra duelo com Marrocos e projeta estreia do Brasil na Copa do Mundo

 

Jogador estreou com a Amarelinha contra seleção africana e sonha em retornar ao grupo após a Copa

                                                                  


Neste sábado (13), o Brasil estreia na Copa do Mundo. Às 19h, a Seleção enfrenta o Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e contará com um torcedor especial: o lateral-direito Arthur, do Bayer Leverkusen. O jogador participou do ciclo pré-Copa e guarda uma memória marcante do último duelo que ocorreu entre o time canarinho e o país africano.


Depois de passar pelas categorias de base da Seleção, onde foi campeão do Sul-Americano Sub-20 em 2023, sendo um dos pilares da equipe, Arthur também ganhou espaço na equipe principal. Quando ainda atuava pelo América-MG, foi convocado pelo técnico Ramón Menezes para o amistoso diante do próprio Marrocos. Oportunidade que o jogador não apaga da memória.


"Marrocos sempre vai ter um significado especial na minha trajetória. Foi contra eles que realizei o sonho de estrear pela Seleção Brasileira principal, em 2023, quando tinha 20 anos. Claro que o resultado não foi o que a gente queria, porque acabamos derrotados por 2 a 1, mas, individualmente, aquele foi um dos dias mais marcantes da minha carreira. Vestir a camisa da Seleção pela primeira vez é algo que nenhum jogador esquece. Foi um momento de muito orgulho para mim, para a minha família e para todas as pessoas que fazem parte da minha caminhada", relembra o lateral-direito do Bayer Leverkusen.


Justamente por ter vivenciado aquele jogo - o último do Brasil diante do Marrocos - e conhecido de perto o adversário do confronto de sábado, quarto colocado na última Copa do Mundo, Arthur acredita que os companheiros não terão vida fácil na estreia no Mundial.


"A seleção de Marrocos provou nos últimos anos que se tornou uma equipe extremamente competitiva, então certamente será um jogo muito difícil. Em uma Copa do Mundo não existem partidas fáceis, ainda mais em uma estreia, quando a ansiedade e a expectativa são enormes", declara o jogador.


Após a sua primeira convocação, o jogador foi contratado pelo Bayer Leverkusen - na maior venda da história do América-MG - fazendo parte do time a ser batido na Alemanha na temporada 2023/2024. Naquele ano, sob o comando de Xabi Alonso, o clube conquistou a Budesliga, a DFB-Pokal (Copa da Alemanha) e a Supercopa da Alemanha. 


Aos 23 anos e ainda mais integrado ao clube alemão, Arthur espera entrar no radar do técnico Carlo Ancelotti para o próximo ciclo de Copa.


"Hoje não estou na Seleção e respeito muito as decisões da comissão técnica. Como atleta, sigo trabalhando todos os dias para evoluir e buscar novas oportunidades. O sonho de defender o Brasil em uma Copa do Mundo continua vivo, assim como o sonho de um dia conquistar um título mundial com a nossa Seleção. Todo jogador brasileiro cresce imaginando esse momento. Vou estar torcendo muito para que o Brasil comece essa caminhada com uma vitória diante do Marrocos, faça uma grande Copa e conquiste o hexa. Sou muito jovem e sei que, nas próximas edições, tenho plenas condições de viver tudo isso dentro de campo", projeta.


Recentemente, o lateral-direito, que ultrapassou a marca de 60 jogos oficiais pelo Bayer Leverkusen, renovou seu contrato com o clube até 2031. A temporada 2025/26 foi a melhor do atleta desde quando chegou à Europa, em termos de minutagem, gols e assistências.


quarta-feira, 22 de julho de 2026

A nova onda das SAFs: por que os clubes brasileiros estão mais cautelosos?

 

Desespero financeiro e melhor infraestrutura não são mais os grandes atrativos para a formação dessa geração dos clubes-empresa

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                                                                                                                                                                          Créditos: Ale Vianna/C.A. Juventus
A gestão das SAFs no futebol brasileiro tem se tornado um cenário cada vez mais comum. Após as primeiras levas dos clubes-empresa, está surgindo uma nova onda, com objetivos diferentes das anteriores. O desespero financeiro já não é mais o único foco dessa procura, fato que deixa as equipes mais cautelosas para concretizar essa transformação.


Agora, os novos negócios já nascem sob a Nova Lei das SAFs e as novas regras de Fair Play Financeiro da CBF. A busca pelo formato clube-empresa nessa nova onda almeja ter maior transparência contábil, teto de gastos, além de contratos que prevejam a obrigatoriedade de conselheiros independentes. 


Rivais em Campinas, Guarani e Ponte Preta são possíveis clubes a aderirem a essa nova onda das SAFs. Em teoria, a situação do Bugre está mais avançada. Conselheiros alviverdes já aprovaram a mudança no estatuto do clube. Roberto Graziano, dono do Grupo Magnum, é um dos interessados. O que tem travado a mudança é a disputa judicial por conta das eleições da diretoria, em que a Justiça tem exigido a anulação do pleito e a convocação de novas eleições devido a irregularidades nas chapas. Recentemente, o presidente do Guarani, Rômulo Amaro, garantiu que o processo continua em andamento, mas que exige muita cautela.


Já a Macaca, apesar de ter aprovado o início do processo para virar SAF no papel, ainda não tem um nome certo para adquirir parte da equipe alvinegra.


Nessa nova onda, mas em um processo muito a frente da dupla campineira e já em fase de execução, a SAF Juventus, firmada em outubro do ano passado em uma operação de R$ 480 milhões (ao longo de 10 anos) por 90% do futebol do clube, já começa a colher os frutos. O título da série A2 do Campeonato Paulista é a prova disso. O Moleque Travesso sonha alto e, além de ter um calendário recorrente conquistando uma vaga na série D do Campeonato Brasileiro, planeja a revitalização do estádio, a futura Arena Javari, para a disputa do Campeonato Paulista do ano que vem.


As mudanças com a transformação em um clube-empresa, nos dias de hoje, vão muito além de saciar e reduzir as dívidas e da modernização da infraestrutura: tem principalmente o intuito de aproveitarem as novas regras tributárias que entram em vigor a partir de janeiro de 2027. Com isso, os impostos que os clubes pagam podem saltar para cerca de 16% de tudo que se arrecada. Caso virem SAF, esse imposto cai para 5%. Uma estratégia jurídica fundamental para blindar as receitas e pagar menos impostos, mesmo que, por enquanto, a gestão continue sendo interna.

"O modelo associativo tradicional está com os dias contados a partir de 2027 devido ao aumento de custos em comparação ao formato empresarial. Se as primeiras ondas de SAFs foram motivadas pelo sufoco financeiro, busca por investidores e melhora em campo, o próximo movimento será impulsionado pela sobrevivência tributária. A Reforma Tributária vai desencadear uma nova onda de migrações focada estritamente na eficiência fiscal", destaca o advogado especialista em direito desportivo, Cristiano Caús, sócio do CCLA Advogados, escritório que atuou no processo de clubes se tornarem SAFs no país e SADs fora do Brasil.

A nível de comparação, a primeira leva das SAF’s, considerada por muitos a fase do desespero financeiro, tinha como objetivo principal saciar as dívidas bilionárias, afastando qualquer possibilidade, mínima que fosse, de fechar as portas. O pontapé inicial foi dado por Ronaldo, que comprou 90% das ações da SAF do Cruzeiro. Entretanto, pouco tempo depois acabou vendendo o clube para Pedro Lourenço, dono dos Supermercados BH, por R$ 600 milhões. 


Na sequência, o Botafogo também foi adquirido pelo americano John Textor por R$ 400 milhões por meio da sua holding multiclubes, posteriormente chamada de Eagle Football Holdings. Após diversos imbróglios e inúmeros transferbans, que geraram a perda do controle do conglomerado Eagle Football para administradores judiciais, Textor foi oficialmente destituído do comando do Alvinegro e permanece afastado das funções administrativas na SAF do Botafogo. Neste ano, o clube vendeu as ações de sua SAF para o grupo norte-americano GDA Luma por R$ 525 milhões. Apesar da assinatura com a nova gestora, John Textor contesta a operação. O empresário alega que ainda é o dono oficial das ações e cita processos judiciais em andamento no exterior para travar a transferência de controle. 


No Vasco da Gama, a empresa norte-americana 777 Partners comprou 70% das ações da SAF cruzmaltina por aproximadamente R$ 700 milhões. Diante de uma administração e investimentos que geraram questionamentos, o contrato entre Vasco da Gama e 777 Partners foi suspenso em 2024, deixando o clube associativo responsável pela gestão. A pedido da empresa, o presidente do Gigante da Colina, Pedrinho, foi recentemente afastado do comando. Agora, o clube está em negociações para revender 90% das ações da SAF para o empresário Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, por valor superior a R$ 2 bilhões.


Tal urgência por investimentos para  salvar os clubes fez com que muitos contratos deixassem inúmeras brechas regulatórias, que não blindaram contra colapsos dos próprios investidores, e agora alguns clubes colhem negativamente os frutos disso.

No movimento seguinte, o processo para equipes como Bahia e Atlético-MG se tornarem SAFs pareceu contar com um caráter mais profissional do que o anterior. Foram negociações mais longas e complexas, com contratos mais amarrados. Demorou mais de um ano até a compra do Tricolor se concretizar pelo Grupo City, por conta de auditorias, exigências contratuais e aprovações rígidas dos conselhos. O aporte em questão foi de R$ 1 bilhão por 90% da equipe baiana. Enquanto o Galo vendeu 75% das ações da sua SAF para a Galo Holding, grupo de investidores e empresários locais que já eram mecenas históricos do clube, no valor de R$ 913 milhões.

Esta nova onda das SAFs consolida uma nova era de maturidade jurídica, exigência técnica e sobrevivência institucional no futebol brasileiro. Ao rejeitarem a venda integral e imediata do controle, os clubes passam a blindar sua identidade por meio de modelos híbridos ou minoritários. Assim, a busca por parceiros estratégicos e fundos de investimento substitui a figura de um único “dono”, garantindo a injeção de capital necessária sem que a associação precise abrir mão do comando do futebol. 


terça-feira, 21 de julho de 2026

Coca-Cola FEMSA Brasil patrocina equipe feminina do Itabirito Futebol Clube


Marca do isotônico Powerade será estampada na camisa do clube

A partir deste mês, a Coca-Cola FEMSA Brasil se torna patrocinadora da equipe feminina do Itabirito Futebol Clube, também conhecida como “Gatas do Mato”. A parceria será realizada por meio da marca do isotônico Powerade e reforça a conexão da companhia com o município onde está localizada uma de suas principais fábricas no país.

A marca –que tem como pilar principal o futebol e é reconhecida por participar de grandes campeonatos, incluindo as pausas de hidratação da Copa do Mundo e da Conmebol– será estampada na parte traseira das camisas do time. A estreia do novo uniforme ocorrerá, no dia 21 de julho, às 19h30, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), na partida contra o Bahia pelas oitavas de final da Copa do Brasil Feminina.

O gerente de Marketing da Coca-Cola FEMSA Brasil, Danilo Biancalana, explica que Powerade é uma marca que se associa à busca constante por evolução. “Com o patrocínio, reforçamos a conexão da marca com o esporte por meio de iniciativas alinhadas ao propósito da marca, valorizando atributos como performance, dedicação e superação. Estar presente no futebol também fortalece nossa conexão com consumidores que se identificam com esses valores”, destaca Biancalana. 

A parceria acompanha o momento de crescimento do futebol feminino no Brasil e o desempenho da equipe itabiritense na temporada. Segundo Breno Mendes, gerente executivo de Futebol Feminino do Itabirito Futebol Clube, a nova parceria fortalece a trajetória de expansão da modalidade. “Avalio esse patrocínio de forma muito positiva. O Itabirito é hoje um dos clubes que mais cresce no interior do Brasil e, para continuar avançando, é fundamental contar com marcas vencedoras ao nosso lado. Powerade chega para somar a esse projeto e esperamos fortalecer cada vez mais essa parceria”, destaca.

Ele afirma que o investimento no futebol feminino acompanha uma tendência mundial e abre novas possibilidades de visibilidade e negócios. “Essa é a modalidade esportiva que mais cresce no mundo. Investir nessa categoria é construir identidade com um universo repleto de oportunidades comerciais e de exposição. Vivemos um momento histórico: estamos classificados para a segunda fase do Campeonato Brasileiro Feminino A2, a um passo da elite nacional, e também figuramos entre as 16 melhores equipes da Copa do Brasil. É uma temporada muito especial para o clube, e estamos felizes em contar com a marca Powerade estampada em nossos uniformes”, explica.
 

Sobre a Coca-Cola FEMSA Brasil
Operação da Coca-Cola FEMSA no Brasil, a companhia iniciou suas atividades em 2003 e é a fabricante do Sistema Coca-Cola com maior volume de vendas no país. Possui mais de 25 mil colaboradores e está presente em oito estados (Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) com 11 fábricas e 47 centros de distribuição. Com um portfólio multicategoria de mais de 130 marcas, a companhia atende a mais de 480 mil clientes, alcançando cerca de 95 milhões de consumidores.

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