segunda-feira, 13 de julho de 2026

Copa do Mundo ‘inflada’ reduz competitividade e eleva quantidade de goleadas

 

Aumento no número de seleções participantes mudou qualidade dos enfrentamentos e ampliou placares elásticos

                                                                   
                                                                   

                                   Créditos: Getty Images



O Mundial de 2026, sediado nos Estados Unidos, Canadá e México, tem chamado a atenção do público em geral pela grande quantidade de goleadas realizadas até aqui. Denominada a maior Copa do Mundo de todos os tempos por conta do aumento do número de seleções, a competição, apesar de ser um grande passatempo, tem evidenciado a disparidade entre as seleções nos enfrentamentos. Seria essa situação um reflexo da falta de um filtro mais rigoroso e da abundância de vagas disponíveis?

O motivo desse aumento, no discurso da Fifa, é de maior enfoque na inclusão global e na democratização do esporte, porém, é inevitável não citar a expansão do potencial financeiro que 48 seleções têm em comparação aos tradicionais 32 participantes. Quem tem se aproveitado da queda de qualidade dos adversários  são  os grandes atacantes do futebol mundial: Lionel Messi e Haaland, com 7 gols em quatro partidas, Mbappé, com 7 gols em cinco partidas, Harry Kane, com 6 gols em cinco duelos, além de Dembélé e Vinícius Júnior, com 4 gols em 5 partidas e Oyarzabal com 4 tentos, em 4 jogos, encabeçam a lista.

Tal pontaria dos artilheiros tem rendido um elevado número de goleadas no torneio. Se contarmos como goleadas as vitórias por mais de três gols de diferença, foram 19 na primeira fase  em um total de 72 jogos, sendo onze delas sofridas por seleções pouco tradicionais - com no máximo quatro participações em Copas do Mundo. A nível de comparação, no Mundial de 2022, houve apenas 9 goleadas em 64 partidas, já neste ano, nesse mesmo recorte de 64 confrontos, foram 18 placares elásticos.

“Sob a ótica do entretenimento e da inclusão global, o novo formato do Mundial é excelente. Celebrar novas culturas no futebol é vital. Contudo, do ponto de vista puramente técnico, essa expansão inevitavelmente dilui o nível competitivo inicial. A disparidade técnica entre seleções tradicionais e estreantes gera confrontos desequilibrados e placares elásticos. O grande desafio do mercado hoje é expandir o alcance global sem comprometer a alta performance do espetáculo”, garante Alexandre Frota, CEO da FutPro Expo, evento atual que reúne os principais gestores do futebol brasileiro.

O número de gols também chega a impressionar, na primeira fase toda foram 215 tentos em 72 duelos disputados. Em todo o último mundial (64 jogos), as seleções balançaram as redes 172 vezes. Em 2026, com o mesmo número de partidas, foram 181 gols, maior marca da história das Copas. Em relação à média de gols, a 23ª Copa da história contou na primeira fase com uma média de 2,98 gols por jogo. Um número que chega a impressionar nos dias de hoje, porém bem abaixo se compararmos a média de tentos da Copa de 1954 - até hoje a maior de todos os tempos, com 5,38 gols por partida.

A edição do Mundial com mais países na história conta com muitas seleções de pouca tradição, como Catar, Haiti, Bósnia, Congo, Panamá e Iraque, com duas participações no torneio cada um. E outras até estreantes, casos de Curaçao, Cabo Verde, Jordânia e Uzbequistão. Apesar de uma queda técnica principalmente na fase inicial, onde todos os participantes estão presentes, a inclusão dessas equipes aliado às novas formas de captação de recursos durante a competição deixaria os jogadores mais valorizados e a Copa do Mundo ainda mais atrativa e forte comercialmente.

"O futebol contemporâneo consolidou-se como uma indústria complexa, onde o desempenho em campo está diretamente conectado à gestão de ativos e ao valor de marca. Diante de um mercado globalizado que movimenta bilhões, a expansão da Copa do Mundo era um movimento natural e previsível de escala. Essa transição para um formato com mais seleções não apenas maximiza as receitas de patrocínio e direitos de transmissão, mas também abre novas fronteiras comerciais e de exposição para os atletas, potencializando o esporte tanto como entretenimento quanto como uma plataforma de negócios altamente rentável", declara Cláudio Fiorito, CEO da P&P Sport Management, empresa que administra a carreira de mais de 150 jogadores ao redor do mundo, entre eles o zagueiro Vitor Reis, do Manchester City, e do centroavante belga Romelu Lukaku, do Napoli.  

Se para o telespectador as goleadas são vistas de maneira positiva para o espetáculo, quando o assunto são os usuários das bets, as opiniões são mais divididas. Para os apostadores da 1PRA1, o foco tem sido a busca por jogos mais parelhos. Prova disso são os 5 jogos da primeira fase do torneio que mais geraram apostas na plataforma: Brasil x Marrocos, Brasil x Escócia, Holanda x Japão, França x Senegal e Portugal x Colômbia.

Em contrapartida, na Brazino777 os apostadores, em sua maioria, preferiram correr menos riscos e focar em confrontos que contavam com amplos favoritos. As partidas mais apostadas no site na primeira fase foram: Argentina x Argélia, Colômbia x República Democrática do Congo, Escócia x Brasil, Jordânia x Argentina e Uzbequistão x Colômbia.

A Copa do Mundo de 2026 “inflada” com 48 seleções é inédita. Entretanto, ao longo de quase um século, a quantidade de participantes do Mundial já passou por diversas mudanças. Em 1930, a primeira Copa da história contou com apenas 13 seleções, assim como o Mundial de 1950. Em 1938, este número aumentou para 15 seleções. E para 16, nas Copas de 1934, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1974 e 1978. De 1982 a 1994 disputaram o torneio 24 agremiações. Número que foi aumentado na sequência para 32 nos Mundiais de 1998 a 2022.

domingo, 12 de julho de 2026

VIVO Rio Pro consolida posição como maior evento de surfe do mundo e estabelece novo patamar para eventos esportivos no Bras

 

WSL amplia integração entre esporte, entretenimento e experiências para o público; etapa registra recorde de patrocinadores e maior premiação da história do circuito no país




Legenda: Público que prestigiou a última etapa do VIVO Rio Pro, em Saquarema 
Crédito: Thiago Diz/WSL


O Vivo Rio Pro apresentado por Corona Cero encerrou a edição de 2026 com mais um título brasileiro e se consolidou como o maior evento de surfe do mundo. Na Praia de Itaúna, em Saquarema, o CT reuniu centenas de milhares de pessoas ao longo de nove dias e apresentou a maior estrutura já montada para uma etapa da WSL. Esta temporada também registrou recorde de patrocinadores, novas atrações para o público, festival de música e diferentes experiências esportivas e de entretenimento.

A edição marcou a maior WSL Fan Zone já realizada, ampliando o tempo de permanência do público nas áreas de experiência das marcas. Entre as novidades estiveram a Roda-Gigante BB, a Feirinha Tamo Junto BB, apresentações de WSL Moto Freestyle, shows aéreos com a Marinha do Brasil e a Esquadrilha CEU. Em outras edições, a etapa também recebeu o espetáculo da Esquadrilha da Força Aérea Brasileira (FAB).

Atrações como Fly Brothers e Cometas do Exército Brasileiro também foram destaque, além do fortalecimento do maior show de todos os tempos na Praia de Itaúna, o WSL Sunset, que reuniu cerca de 12 mil pessoas em uma programação voltada para toda a família com atrações nacionais como Cidade Negra, Veigh e Buchecha.

Maior premiação da história e recorde de patrocinadores

Dentro d'água, o título de Yago Dora diante da maior torcida do surfe no mundo coroou uma edição que também bateu recordes comerciais. Foram 25 marcas parceiras, com premiação de R$413 mil para os campeões, incluindo a entrega de um GWM Tank 300 avaliado em R$342 mil, elevando o prêmio individual para cerca de R$750 mil, sendo o maior já oferecido em uma etapa do CT realizada no Brasil.

"O Vivo Rio Pro chegou a um novo patamar justamente porque entregamos mais que uma competição esportiva ao construirmos uma plataforma capaz de conectar esporte, entretenimento, cultura, marcas e experiências em um único evento. O crescimento da estrutura, o interesse dos patrocinadores, a resposta do público e a repercussão que tivemos mostram que o surfe brasileiro vive um dos momentos mais importantes da sua história e que a WSL segue evoluindo para oferecer experiências cada vez mais completas dentro e fora da água", afirma Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina.

O relatório de impacto econômico do evento, desenvolvido pela EY, será divulgado nos próximos dias com os dados da quantidade de empregos gerados na região, a média de pessoas por dia na praia durante a janela do Vivo Rio Pro, a ocupação da rede hoteleira, entre outros recortes.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Prefeitura de Saquarema, mais da metade dos espectadores presentes no evento vieram de outras cidades para acompanhar a programação, contribuindo para o fortalecimento do turismo local. Entre o perfil dos visitantes, há uma predominância entre as mulheres, com 62%.

"Saquarema se consolidou definitivamente como a capital mundial do surfe durante o CT. Conseguimos transformar uma etapa em um destino de entretenimento, turismo e experiências, mostrando que o surfe tem capacidade de movimentar diferentes setores da economia e dialogar com públicos cada vez mais amplos”, afirmou Ivan.

Impacto nas redes sociais e TV

O evento contou também com ampla cobertura da TV Globo, com entradas ao vivo ao longo da programação e destaque nos principais telejornais e canais esportivos. A etapa de Saquarema contou com transmissão ao vivo no programa Mais Você, que alcançou mais de 11 milhões de brasileiros e registrou média nacional de 8,1 pontos de audiência e obteve seu melhor desempenho às sextas-feiras desde abril deste ano.

Nas plataformas digitais, o interesse do público também acompanhou o crescimento do evento. Durante o período da competição, o Instagram da WSL Brasil registrou mais de 31,9 milhões de visualizações, reforçando o alcance e a capacidade do campeonato de mobilizar fãs também no ambiente digital.

A WSL entende que a estratégia de ocupar as redes sociais durante o período da Copa foi positiva, principalmente após a vitória do brasileiro Yago Dora, que ajudou a trazer ainda mais alcance e visibilidade aos perfis oficiais da Liga. No total, foram 420 publicações, sendo 229 stories, 123 reels e 68 imagens. O engajamento chegou a 905 mil no Instagram.

Durante a janela da etapa de Saquarema, o surfe ganhou ainda mais projeção impulsionado pela Copa do Mundo FIFA 2026. A amizade entre Matheus Cunha e Ítalo Ferreira aproximou os esportes, com o atacante da Seleção Brasileira celebrando gols com referências à modalidade e destacando publicamente sua relação com o surfista. No mesmo período a Louis Vuitton lançou, em Paris, sua nova coleção inspirada no universo do surfe e assinada por Pharrell Williams.

Nas redes sociais, a WSL também adotou a estratégia do “talkability” que, em tradução livre, é a capacidade de gerar conversa e não apenas audiência e compartilhamentos. O objetivo é fazer com que as pessoas, principalmente o público presente no evento, publiquem, gerem comentários e repercussões nas mídias sociais também.

Ações de sustentabilidade

A etapa também é marcada por ações de sustentabilidade. Como parte das iniciativas do programa WSL One Ocean, cerca de 30 crianças atendidas pelo Centro de Treinamento Leo Neves participaram de uma atividade de educação ambiental na Praia de Itaúna, em Saquarema. A ação teve como objetivo conscientizar os jovens sobre a importância da preservação dos oceanos por meio da dinâmica “Cientista por Um Dia”.

A iniciativa foi realizada em parceria com a ONG Nas Marés e a Mubadala Brazil SailGP Team, dando continuidade ao trabalho conjunto de conscientização ambiental desenvolvido pelas organizações.

Em abril deste ano, durante a etapa da SailGP no Rio de Janeiro, as entidades também promoveram uma ação na Baía de Guanabara voltada para a preservação dos ecossistemas marinhos e o engajamento das comunidades locais em torno da proteção dos oceanos. Na ocasião, foram retiradas oito toneladas de lixo do local em um movimento que reuniu cerca de 80 participantes, incluindo 60 pescadores contratados, além de pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). A ação contou ainda com a presença de nomes relevantes das duas modalidades, como as embaixadoras da parceria Martine Grael, bicampeã olímpica e capitã do time brasileiro no SailGP, e Michelle des Bouillons, atleta de ondas grandes da WSL.

Sobre a WSL

A World Surf League (WSL) é a casa do surf competitivo no planeta, coroando campeões mundiais desde 1976, apresentando os melhores surfistas do mundo. A WSL supervisiona o cenário competitivo global do surf e estabelece o padrão para o desempenho de alta performance no ambiente mais dinâmico de todos os esportes. Com um firme compromisso com os seus valores, a WSL prioriza a proteção do oceano, a igualdade de gêneros e a rica herança do esporte, ao mesmo tempo que destaca a progressão e a inovação.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com.

sábado, 11 de julho de 2026

Saiba quais foram os jogadores brasileiros mais bem avaliados na Copa do Mundo

 

Vinícius Júnior lidera o ranking da Seleção Brasileira, seguido por Gabriel Magalhães e Lucas Paquetá nas maiores médias do Mundial

A campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 teve em Vinícius Júnior seu principal destaque individual. Segundo levantamento do Flashscore, principal aplicativo de placares ao vivo e conteúdos esportivos do mundo, o atacante encerrou o torneio com média 7,9 no novo Flashscore Rating, sistema de avaliação de desempenho reformulado para o Mundial.

Ao todo, 10 jogadores brasileiros terminaram a competição com média igual ou superior a 7,0. Atrás de Vinícius Júnior aparecem o zagueiro Gabriel Magalhães, com média 7,6, e o meio-campista Lucas Paquetá, com nota 7,5. Também figuram entre os atletas mais bem avaliados Matheus Cunha, Rayan, Douglas Santos e Casemiro, todos com média 7,2. 

Já entre aqueles que tiveram maiores minutagens, Alisson, Magalhães e Marquinhos foram os que ficaram mais tempo em campo, com 450 minutos jogados cada.

Confira abaixo o ranking dos jogadores da Seleção Brasileira na Copa do Mundo:

Jogador

Nota

Minutos

Vinícius Júnior

7,9

441

Gabriel Magalhães

7,6

450

Lucas Paquetá

7,5

236

Matheus Cunha

7,2

293

Rayan

7,2

289

Douglas Santos

7,2

442

Casemiro

7,2

379

Marquinhos

7,1

450

Bruno Guimarães

7,1

419

Alisson

7,0

450

Gabriel Martinelli

6,9

141

Danilo

6,7

405

Neymar

6,7

37

Luiz Henrique

6,6

28

Danilo Santos

6,6

23

Ibáñez

6,6

45

Fabinho

6,5

70

Raphinha

6,4

130

Endrick

6,3

103

Igor Thiago

6,2

62

Ederson

6,2

11

As notas foram calculadas pelo novo Flashscore Rating, cuja reformulação para a Copa do Mundo contou com a participação de Petr Čech, ex-goleiro do Chelsea, Arsenal e da seleção da República Tcheca. O sistema utiliza mais de 70 indicadores para avaliar o desempenho dos atletas conforme a função exercida por cada um em campo, permitindo uma análise mais contextualizada das atuações.

Entre as novidades da metodologia está o Player Card, recurso que detalha os fatores que influenciaram a nota de cada jogador e torna o processo de avaliação mais transparente. A plataforma também lançou outras atualizações para o Mundial, como notificações de notícias para seleções e jogadores favoritos, a nova versão da ferramenta Momentum, que aprimora a visualização da dinâmica das partidas em tempo real, e a integração do ranking oficial da FIFA aos perfis das seleções e às páginas dos jogos.

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