sexta-feira, 12 de abril de 2024

Esportes olímpicos, como o vôlei, exigem muito do tornozelo dos atletas

 

Em ano cheio de competições locais e internacionais, diversos esportes enfrentarão problemas físicos. A exemplo do mais famoso para os brasileiros, o calendário nacional do futebol contará com as copas continentais de Europa e América do Sul, além dos Jogos Omlípicos. 

O mesmo ocorre com o vôlei, que, após a temporada por clubes, conta com a Liga das Nações e as Omlimpíadas, com datas próximas entre si e perto das competições continentais de clubes. Elas, por sua vez, ocorrem logo após as ligas nacionais.

Dessa forma, a exigência feita ao corpo se torna muito alta, o que favorece o surgimento de lesões. De acordo com uma pesquisa, publicada na revista Essentia, em 2022, as duas lesões que mais atingem esses atletas são no joelho e no tornozelo, devido ao impacto que essas duas regiões sofrem durante os saltos. Por questão de movimento, o ombro também sofre com muitas lesões.

Em dezembro de 2023, a levantadora Jenna Gray fraturou justamente o tornozelo em um treino e foi obrigada a ficar fora da competição. Contratada para ser o principal reforço do time na temporada, a estadunidense torceu o pé, motivo para o clube ter pensado ser uma entorse na região.

Na opinião do ortopedista especializado em pés e tornozelos, Dr. Tiago Baumfeld“Esportes como o vôlei são extremamente exigentes com as articulaçõs inferiores. Joelhos e tornozelos sofrem com diversas formas de impacto. Somente para o salto, é preciso imprimir uma certa velocidade de arranque, realizar uma parada brusca para o salto, o esforço e o retorno desse movimento também contam. As ações envolvidades nos movimentos precisam que o corpo do atleta seja bastante resistente, pelo tamanho do desgaste causado. No caso da levantadora em questão, a posição pode ser ingrata pela necessidade de ainda posicionar o corpo conforme o ataque acontece”.

O tratamento para uma fratura no tornozelo varia conforme a gravidade da lesão. Geralmente, ele pode incluir passos como a imobilização, onde uma bota ortopédica ou gesso permite que o osso se recupere, cirurgia, para alguns casos, onde ela se torna a saída necessária para reparar o que está quebrado, e a fisioterapia, para ser feita após o período de imobilização ou cirurgia. Ela pode ser necessária para ajudar na recuperação da mobilidade e força no tornozelo.

De qualquer forma, a decisão desse tipo de tratamento é complexa e necessita de um ortopedista especializado para sua decisão. De maneira geral, as fraturas mais estáveis são tratadas de maneira conservadora e as fraturas instáveis são tratadas cirurgicamente.

O tempo de recuperação para uma fratura no tornozelo pode variar de acordo com a gravidade da lesão. Em geral, pode levar de seis semanas a três meses para o osso se recuperar completamente. No entanto, alguns casos podem levar mais tempo. É importante seguir as orientações médicas e realizar a fisioterapia para garantir uma recuperação adequada e reduzir o risco de sequelas, como dor crônica, rigidez ou fraqueza e instabilidade no tornozelo”, complementa Tiago.

Após a competição mundial, o Gerdau Minas, time da levantadora, só voltou às quadras no dia 6 de janeiro, o que deu tempo para a recuperação, visto que a equipe foi eliminada na primeira fase ainda, tendo encerrado o ano no dia 14 de dezembro.

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Estilo de vida moderno aumenta casos de incontinência urinária

 Iamspe

Doença tem aparecido em mulheres mais jovens

Especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) alerta para a prevalência de incontinência urinária em mulheres jovens. A urologista do HSPE, Lorella Auricchio chama a atenção para os riscos, pois atualmente uma em cada quatro mulheres acima de 40 anos manifesta a doença. Isso porque, uma parcela significativa das mulheres trabalha muito tempo sentada e não faz pausa para ir ao banheiro corretamente, segurando a urina. O ideal é que a cada 3 ou 4 horas, homens e mulheres esvaziem a bexiga para evitar incontinência ou infecção urinária.

A incontinência urinária é conhecida como perda involuntária da urina e é comum, especialmente em mulheres. A possibilidade do escape aumenta durante a gestação, uma vez que a barriga cresce e faz maior pressão abdominal no período. No entanto, mulheres jovens têm relatado uma dificuldade de controlar o xixi e isso deve-se ao estilo de vida.

Há dois tipos de incontinência urinária: a de urgência, quando não é possível chegar no banheiro a tempo, ou a de esforço. Em mulheres jovens, normalmente, é possível ver o escape da urina em atividades físicas intensas, de alto impacto, como é o caso de levantamento de peso, corrida e salto.

Somado ao tempo sentado, o tabagismo, a ingestão de bebida alcoólica, a obesidade, a má alimentação e a falta de exercício físico também contribuem para o escape da urina. A médica urologista, Lorella Auricchio do HSPE reforça os cuidados para evitar a incontinência. “Se a pessoa, uma vez na vida, teve perda de xixi, por estar muito apertado, não há problema. Mas é preciso ter atenção se a situação é recorrente, mesmo que pouco. É muito comum ver que as pessoas normalizaram o escape de urina, mas é preciso investigar o problema, que pode estar associado a outras doenças. Às vezes, mudança nos hábitos já ajuda, mas há casos que necessitam de cirurgia (sling) para tratamento definitivo, visando melhorar a qualidade de vida do paciente”, explica.

Além de medidas comportamentais e alteração no estilo de vida, há ainda outro método para prevenir os casos - a fisioterapia específica para o fortalecimento do assoalho pélvico. Em caso de recorrência de perda de urina, é necessário procurar um médico urologista para diagnóstico correto e o melhor tratamento.

Sobre o IamspeO Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) é o sistema de saúde do servidor público estadual. Com uma rede de assistência própria e credenciada presente em mais de 160 municípios, o Iamspe oferece atendimento a 1,3 milhão de pessoas, entre funcionários públicos estaduais e seus dependentes.São mais de duas mil opções de atendimento no Estado, incluindo hospitais, clínicas de fisioterapia, médicos e laboratórios de análises clínicas e de imagem, além de postos de atendimentos próprios no interior, os Ceamas, e o Hospital do Servidor Público Estadual, na Capital. O Iamspe é um órgão do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Gestão e Governo Digital.

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Jumper Equipamentos inova com cadeira de rodas 100% personalizada para Triatleta Paralímpica Jéssica Messali

 Jumper Equipamentos

A atleta de triatlo Jéssica Messali já está contando os dias para os jogos paralímpicos de Paris que acontecem no segundo semestre deste ano. E para ter um desempenho ainda melhor na competição, a Triatleta Seleção Brasileira, conta com o apoio da fabricante de cadeiras de rodas voltada ao esporte Jumper.

Nos jogos de Tóquio em 2021 ela ficou em quarto lugar e foi uma conquista e tanto. Um mês antes da maior competição mundial ela sofreu um acidente em uma sauna e teve que passar por doze cirurgias e teve sete dedos dos pés amputados. Agora a página foi virada e ela está muito motivada para subir ao pódio.

"Acho que cresci muito mentalmente, hoje eu entendo tudo que aconteceu. Estou feliz, realizada e em paz", disse a atleta Jéssica Messali.

A Jumper Equipamentos criou uma cadeira de rodas 100% personalizada de Jéssica Messali, um marco em inovação e personalização. Desenvolvida em estreita colaboração com a atleta, esta cadeira representa o ápice da tecnologia em equipamentos esportivos para triatletas paralímpicos. Utilizando materiais de ponta, a cadeira é caracterizada por sua leveza e resistência, garantindo a Jéssica não apenas um desempenho superior nas competições, mas também conforto e segurança inigualáveis.

Durante o processo de desenvolvimento, a equipe da Jumper realizou uma série de encontros com Jéssica para entender profundamente suas necessidades e preferências. Através de um processo iterativo de design e testes, ajustes foram meticulosamente feitos para assegurar que a cadeira se ajustasse perfeitamente às características físicas e técnicas de Jéssica, resultando em um equipamento que é verdadeiramente uma extensão de seu corpo e sua vontade de superar desafios.

"Inovamos ao integrar tecnologias avançadas, como um sistema de suspensão que absorve impactos e mecanismos de ajuste que permitem modificações rápidas, essenciais para as transições entre natação, ciclismo e corrida. Estamos confiantes de que esta cadeira vai elevar o desempenho de Jéssica, ajudando-a a alcançar novos patamares em Paris", afirma Carolina Kobylanski, CEO da Jumper Equipamentos.

Jéssica Messali expressou sua satisfação com a cadeira, destacando como a personalização contribui significativamente para sua confiança e foco nos treinos e competições. "Esta cadeira foi feita para mim. Sinto-me mais preparada do que nunca para enfrentar os desafios dos jogos paralímpicos e lutar por uma medalha para o Brasil", compartilhou a atleta, entusiasmada com as possibilidades que sua nova cadeira de rodas.

Além da cadeira personalizada, a Jumper Equipamentos, em colaboração com Fernando Orso, especialista em corrida em cadeira de rodas e técnico da renomada atleta Aline Rocha, inovou ao desenvolver um rolo de treinamento indoor exclusivo para corrida em cadeira de rodas. Esse avanço tecnológico permite que atletas de elite, como Jéssica Messali, mantenham sua rotina de treinos em ambientes fechados, como quartos de hotéis ou espaços menores, durante viagens. Esse equipamento é um marco para o esporte, garantindo que os atletas possam treinar com eficácia e sem interrupções, independentemente de sua localização.

"Este rolo de treinamento é uma revolução para o treinamento de atletas em cadeira de rodas, permitindo uma preparação contínua e efetiva. Estamos entusiasmados por oferecer essa ferramenta para Jéssica, facilitando sua preparação para os jogos paralímpicos, mesmo em movimento", explica Carol Kobylanski sobre a importância do equipamento.

Graças a essa inovação, Jéssica pode simular as condições de corrida que enfrentará em competições, ajustando sua estratégia de treino para alcançar o melhor desempenho possível.

Essa tecnologia complementa perfeitamente a cadeira de rodas personalizada, oferecendo a Jéssica um pacote completo de ferramentas de treinamento de última geração. Com a Jumper Equipamentos à frente dessas inovações, Jéssica Messali está equipada não apenas para competir, mas para brilhar nos jogos paralímpicos de Paris, demonstrando o poder da tecnologia e do design personalizado no esporte de alto rendimento.

Uma história que inspira

Jéssica é nascida em Jaboticabal, no interior de São Paulo e tem 36 anos. Em 2013, sua vida tomou um rumo inesperado quando um grave acidente de carro a deixou paraplégica. Em vez de se deixar abater pela adversidade, Jéssica decidiu transformar sua vida e encontrou no esporte não apenas uma forma de reabilitação, mas também uma paixão e um caminho para o sucesso.

Em 2015, apenas dois anos após o acidente, Jéssica deu os primeiros passos como atleta, iniciando sua jornada no ciclismo adaptado. Sua determinação e talento logo a levaram a explorar novas modalidades, como a natação e a corrida em cadeira de rodas. Com uma dedicação incansável, Jéssica se tornou uma das principais triatletas paralímpicas do Brasil.

O triatlo é um esporte que combina natação, ciclismo e corrida, sendo realizado sem interrupções e seguindo uma sequência específica. Na versão paralímpica, os triatletas, independentemente do gênero, enfrentam o desafio de completar 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e 5 quilômetros de corrida. O evento contempla seis classes distintas, considerando a natureza da deficiência e a mobilidade de cada atleta.  

Em 2018, foi eleita a melhor triatleta do Brasil, mesmo prêmio que levou em 2021. Agora como a principal atleta do Brasil na modalidade, a expectativa do Brasil, da Jumper Equipamentos e da Jéssica é a busca por títulos e medalhas.

A Jumper Equipamentos é uma empresa dedicada à fabricação de cadeiras de rodas personalizadas de alta qualidade. A fabricante brasileira se destacou ao desenvolver a modalidade esportiva WCMX (Wheelchair Motocross) e patrocinar atletas em cadeiras de rodas, fornecendo equipamentos de qualidade superior e uma plataforma para inspirar outros. A Jumper busca construir um mundo melhor, oferecendo soluções personalizadas que atendem desde o esporte até as necessidades cotidianas, mantendo um foco constante na satisfação e conforto de seus clientes.

A parceria entre a Jéssica e a Jumper representa mais do que simplesmente ter o equipamento adequado: é a materialização de anos de dedicação, superação e preparação para os Jogos Paralímpicos de Paris.

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