domingo, 27 de setembro de 2020

Volta do público nos estádios com 30% da ocupação pode trazer prejuízo aos clubes

 A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) é uma das principais defensoras da volta do público do Brasileirão, a ponto do presidente da entidade, Rubens Lopes, ter batido boca com o presidente da CBF, Rogério Caboclo, na reunião sobre o assunto na quinta-feira (24). Mas, para além do interesse dos times cariocas, quem mais tem a ganhar financeiramente é a própria Ferj.


A federação do Rio, assim como acontece com as outras federações nacionais, tem direito a 5% da renda bruta de todos os jogos do Brasileirão. O problema é que, com o público limitado, a renda líquida costuma ficar no negativo. Ou seja, com volta dos jogos, o risco ficará restrito às equipes, e Ferj só tem a ganhar.

A Máquina do Esporte levantou as partidas que cravaram 30% do público ou que ficaram mais próximos disso, entre os clubes cariocas durante o Campeonato Brasileiro de 2019. Foi considerada a taxa de ocupação usada pelo Globoesporte.com em seu aplicativo sobre público nos estádios brasileiros.

Ao levantar o borderô dessas partidas, Botafogo, Fluminense e Vasco ficaram no prejuízo. O Flamengo não foi considerado porque não teve jogo com a taxa de ocupação igual ou inferior a 30%. O clube é também um dos defensores da volta do público.

O pior dos casos acontece com o Vasco, caso o time opte por atuar em São Januário. Com 7 mil pessoas, time joga com alto prejuízo. Na partida contra o Palmeiras, em 2019, o time levou 8,4 mil torcedores ao estádio, o que representou uma taxa de ocupação de 33% do estádio, mais do que seria possível no retorno em 2020. No fim, o clube teve prejuízo de R$ 67 mil com a partida. A Ferj, com os 5% da renda bruta, levou R$ 13 mil.

O mesmo acontece com seus rivais. O Botafogo, contra o Santos, teve 16,2 mil pessoas no Nilton Santos, 29% de ocupação. Teve prejuízo de R$ 6,2 mil, mas a Ferj ficou com R$ 21,4 mil. O Fluminense, contra o São Paulo, teve 21,7 mil pessoas no Maracanã, exatos 30% de ocupação. Prejuízo de R$ 12,3 mil, com R$ 28,9 mil de lucro para a Ferj.

Há algumas suposições de que poderiam melhorar a situação para os clubes, mas que não devem ser atingidas na prática. A primeira está no custo de operação que, com o público limitado, poderia ser mais baixo. No entanto, como explicou o superintendente de marketing da Neo Química Arena, Caio Campos, ao Máquina Talks, evento realizado pela Máquina do Esporte nesta semana, isso não deverá acontecer.

Como existe a necessidade de distanciamento entre os torcedores, os estádios não poderão limitar os setores, o que diminuiria os custos. Os 30% do público terão que, necessariamente, serem espalhados em todos os setores.

Outra suposição que amenizaria a situação seria o aumento do tíquete médio, que compensaria a limitação de público. Nesse caso, vale a lembrança de que a taxa de ocupação dos estádios brasileiros já é baixa, mesmo com a precificação aplicada na última temporada. Fluminense e Botafogo, por exemplo, não chegaram a 30% de média nos estádios durante o ano de 2019.

A defesa de Rubens Lopes está no retorno do público determinado pelos órgãos públicos de cada estado. O Rio de Janeiro já poderia receber torcedores nas arenas em outubro. A irritação do dirigente na reunião da CBF aconteceu porque a maioria dos clubes entendeu que só poderia haver torcida quando todas as equipes do Brasileirão tivessem a mesma condição.

Procurada pela Máquina do Esporte, a Ferj preferiu não comentar.

Fonte: Máquina do Esporte

Vasco, Botafogo e Brahma enviaram presentes para o pai de Ygor Catatau

 gor_catatau09

Olha que legal a @brahmacerveja, o @vascodagama e @botafogo mandaram de presente pra mim e para o meu Pai!! Muito obrigado pelo carinho.

É muito gratificante estar proporcionando essa felicidade ao meu pai, ele que também jogou futebol. Era um sonho dele me ver jogar profissionalmente e hoje é uma felicidade imensa ser o motivo de orgulho pra ele!
#BrahmaNaAmizade #AprecieComModeração



Fonte: Instagram do jogador Ygor Catatau

Reunião para debater volta do público nos estádios termina com bate-boca entre presidentes da CBF e FFERJ

 A reunião entre CBF e clubes, da qual participaram os presidentes das federações estaduais, terminou em bate-boca.


O GLOBO apurou que o desfecho foi uma discussão ríspida entre o presidente da CBF, Rogério Caboclo, e o presidente da Ferj, Rubens Lopes. O secretário-geral da entidade, Walter Feldman, precisou intervir e encerrar o encontro, cujo objetivo inicial era debater a volta do público aos estádios.

Rubens Lopes chegou a dizer, em tom de deboche, que o presidente da CBF tinha "esquecido de tomar o Gardenal" (um remédio).

Antes do ápice da tensão, os clubes divergiram em relação ao tema principal. Para o Flamengo, por exemplo, os dirigentes não deveriam tomar uma decisão sobre volta ou não, deixando isso a cargo das autoridades. O clube cuja cidade tivesse permissão para presença de torcida, deveria usufruir disso.

Palmeiras e Corinthians, por outro lado, estavam no bloco oposto, reforçando a ideia defendida pela maioria de que só deve ser adotada a presença de público de forma igualitária.

O presidente da Ferj, Rubens Lopes, levantou uma questão técnica e ponderou que a reunião nem poderia votar qualquer assunto porque não foi convocada no formato de conselho técnico - que é o fórum para debates de regulamentos da Série A. Rubinho também queria mais tempo para discursar e chegou a deixar claro a falta de democracia na reunião.

Antes dos momentos ríspidos com Caboclo, houve discussão entre Rubinho e o presidente do Athletico, Mário Celso Petraglia. O dirigente paranaense até citou a quantidade de governadores do Rio presos recentemente.

Mais perto do fim da reunião, os ânimos se exaltaram de vez entre Caboclo e Rubinho. O presidente da CBF tentou, pela última vez, colocar a questão do público em votação. Mas o dirigente da Ferj contestou. O assunto parou de andar. O constrangimento com a cena foi geral entre os presidentes de clubes. Aí, Feldman tentou apaziguar. A sugestão foi encerrar a reunião, sem decisão tomada.

Antes, quando o clima ainda estava ameno, Caboclo colocou à mesa a ideia de estipular uma limitação mínima de jogadores, diante surto de Covid-19 nos times da Série A. Mas a proposta não foi detalhada e, com a pancadaria verbal, ninguém votou nada ou aprofundou o debate.

Pelo menos, a CBF aumentou o limite de inscritos no Brasileirão de 40 para 50 jogadores.



Fonte: O Globo Online

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